Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei-de morrer de amar mais do que pude.
Vinícius de Moraes
"Minha alma é como um pastor, Conhece o vento e o sol"
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
"Quando dizem que eu sou utópico ou não sei quê, porque falo nesta história de vida gratuita eu quero dizer apenas que tem que se ir por passos, pois nós estamos nessa contradição, não é? Nascer de graça e passar o resto da vida a ganhá-la. O que é inteiramente absurdo."
"O que acontece no mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta, inventor de qualquer coisa que não havia no mundo ainda...E inteiramente individual. O Homem não nasce para trabalhar, o Homem nasce para criar, para ser o tal poeta à solta.E dar ele a sua mensagem particular ao mundo,fazer a obra que pode fazer e porque ele é único, será a única obra daquele tipo no mundo."
"E vai ter que mudar evidentemente toda a parte da economia, como é a questão dos chamados desempregados, que não são desempregados coisa nenhuma, não é? A pessoa só está desempregada quando ainda existem os empregos e ela não está lá. Mas desde que desapareçam os empregos ela é apenas uma pessoa com tempo livre."
Agostinho da Silva
"O que acontece no mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta, inventor de qualquer coisa que não havia no mundo ainda...E inteiramente individual. O Homem não nasce para trabalhar, o Homem nasce para criar, para ser o tal poeta à solta.E dar ele a sua mensagem particular ao mundo,fazer a obra que pode fazer e porque ele é único, será a única obra daquele tipo no mundo."
"E vai ter que mudar evidentemente toda a parte da economia, como é a questão dos chamados desempregados, que não são desempregados coisa nenhuma, não é? A pessoa só está desempregada quando ainda existem os empregos e ela não está lá. Mas desde que desapareçam os empregos ela é apenas uma pessoa com tempo livre."
Agostinho da Silva
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Escuta, Amor
"Questiono os gestos mais simples, escrever este texto, tentar dizer aquilo que foge às palavras e que, no entanto, precisa delas para existir com a forma de palavras. Mas eu questiono, pergunto-me, será que são necessárias as palavras? Eu sei que entendes o que não sei dizer. Repito: eu sei que entendes o que não sei dizer. Essa certeza é feita de vento. Eu e tu somos esse vento. Não apenas um pedaço do vento dentro do vento, somos o vento todo.
Escuta,
ouve.
Amor.
Amor."
José Luís Peixoto, in 'Abraço'
Escuta,
ouve.
Amor.
Amor."
José Luís Peixoto, in 'Abraço'
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Vive
"Não quero incluir o tempo no meu esquema.
Não quero pensar nas cousas como presentes;
quero pensar nelas como cousas.
Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.
Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.
Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma."
Alberto Caeiro - Poemas Inconjuntos
Não quero pensar nas cousas como presentes;
quero pensar nelas como cousas.
Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.
Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.
Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma."
Alberto Caeiro - Poemas Inconjuntos
Primeiro Prenúncio
"Tenho a certeza, mas a certeza é mentira.
Ter certeza é não estar vendo.
Depois de amanhã não há.
O que há é isto:
Um céu de azul, um pouco baço, umas nuvens brancas no horizonte,
Com um retoque de sujo em baixo como se viesse negro depois.
Isto é o que hoje é,
E, como hoje por enquanto é tudo, isto é tudo."
Alberto Caeiro
Ter certeza é não estar vendo.
Depois de amanhã não há.
O que há é isto:
Um céu de azul, um pouco baço, umas nuvens brancas no horizonte,
Com um retoque de sujo em baixo como se viesse negro depois.
Isto é o que hoje é,
E, como hoje por enquanto é tudo, isto é tudo."
Alberto Caeiro
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